Sabemos que o autismo é tema complexo, multifacetado e que provoca, tantos nos pais, quanto profissionais e professores, muitas dúvidas, incertezas e ansiedades, principalmente no que se refere aos processos de desenvolvimento, aprendizagem e escolarização, autonomia, independência.

Muitos autores vêm abordando a temática através de diferentes enfoques, trazendo resultados de pesquisas, metodologias, estudos de caso, relatos de experiência, cuja importância merecem destaque e aprofundamento.

Não trataremos nestes breves diálogos de todas as abordagens, mas nos apoiaremos no que a literatura atual e de referência apresenta no que se refere a caracterização, diagnóstico e encaminhamentos. Em relação às metodologias de intervenção terapêuticas, não colocaremos nenhuma em destaque, até porque entendemos que são uma escolha das famílias e dos profissionais, não sendo “regras únicas”, nem “fórmulas milagrosas” que resolvam todas as questões apresentadas pelas crianças, jovens e adultos que apresentam TEA.

Entendemos ser fundamental analisar todos os contextos ao tratarmos do tema “Transtorno do Espectro Autista”. Entender a complexidade que envolve tanto a compreensão quanto o diagnóstico, intervenção, escolarização. Superar determinadas barreiras entre médicos, especialistas, escolas, famílias, crianças....e priorizar o diálogo, interação, proposição conjunta, pois a pessoa que apresenta TEA é um só, não repartida entre o terapeuta, a sala comum, a sala de AEE, a praça, a fono, a casa, a tv.....

Também entender, apoiar e ouvir as famílias, pois os profissionais e educadores são passageiros, eles permanentes, em que pese todos terem um papel fundamental em seu desenvolvimento e autonomia. Temos que ouvi-los. Ouvir os professores, ouvir os pais, mães, irmãos, tios, primos. Ver a criança em seu contexto natural, não só em ambientes específicos e, na maioria das vezes, elaborados para tal, como uma sala para intervenção, ou consulta.

Ouvir sem já trazer de antemão um conhecimento fechado a ser “aplicado”. Cada pessoa, cada família, cada escola, cada professor\professora é único, mesmo que tenhamos indicações importantes e estudos sérios sobre o transtorno.

Os estudos no campo do autismo, embora nos tragam elementos fundamentais para entendimento sobre o transtorno, não nos apresentam uma pessoa com autismo que seja totalmente igual à outra, seja na família, criança, escola, jovem. Temos estudos que nos indicam pontos, pesquisas, conceitos, mas que precisam depois ser postos em campo para aquela pessoa, o João, o Pedro, a Maria, a Ana....naquele contexto, naquela família, naquela escola.

Existem inúmeras teorias que nos embasam, tanto sobre as causas, os funcionamentos mentais, os processos de aprendizagem, mas todas necessitam ser contextualizadas para aquela pessoa, aquela situação. Uma medicação pode ter auxiliado uma pessoa e causar efeitos opostos em outras. Com as propostas de intervenção ocorre o mesmo. Por isso, a importância de respeitar as escolhas, as trocas, os diálogos, não definindo de antemão ou apostando em receitas prontas, que sirvam para todos os casos e situações.

Estudar de forma aprofundada, buscar conhecimentos que possam nos dar indicadores da ação, embasar teoricamente nossa prática, são elementos fundamentais, não para termos “receitas”, mas para que possamos construir caminhos.

Acompanhe o nosso blog e entenda a cada dia mais sobre esse mundo intenso e particular. Não hesite em perguntar, estamos aqui.

 

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