Autoras:  Rita de Cássia Rodriguez, Maria Teresa Duarte Nogueira, Anna Treptow Weinberger, Clarissa Berdete Bilhalva e Luana Ribeiro Bueno – integrantes do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Cognição e Aprendizagem da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel).

Você está prestes a conhecer a pesquisa desenvolvida a partir de uma parceria entre a Universidade Federal de Pelotas e a Universidade do Minho (Portugal).

O relato aborda aspectos gerais da investigação intitulada "Intervenção Precoce (IP) com crianças que apresentam Transtorno do Espectro Autista (TEA): uma proposta luso-brasileira", objetivando adaptar para o contexto brasileiro os pressupostos da Intervenção Precoce centrada na infância.

As pesquisadoras optaram por atuar com crianças de 3 a 6 tendo em vista das demandas locais (Pelotas-RS) expressivas e a necessidade de aprofundamento dos estudos.

Sendo o TEA considerado como um Transtorno de Neurodesenvolvimento (Lima, 2012), ele ainda impacta famílias, escolas e profissionais, tendo em vista sua complexidade.

Por isso, a proposta em desenvolvimento envolve crianças, famílias, equipes multidisciplinares, escolas e professores a partir do modelo bioecológico do desenvolvimento (Bronfenbrenner, 1979), onde as interfaces são compreendidas em suas complexidades e influências recíprocas, possibilitando a busca articulada de intervenções.

Compõe o processo de investigação, estudos e discussões permanentes; aplicação de instrumentos específicos; reuniões de planejamento e de devolução; acompanhamento dos processos de intervenção e avaliação dos andamentos.

Os resultados vêm demonstrando os importantes avanços que a perspectiva de IPI, centrada na família e nos contextos naturais, possibilita na busca coletiva por ações concretas para a temática do autismo, ainda tão emergente e controversa.

TEA: características e números

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem sido tema de importantes debates, tanto em âmbito nacional quanto internacional (OLIVEIRA, FELDMAN, COUTO & LIMA, 2017). Considerado como um Transtorno de neurodesenvolvimento, é caracterizado por sintomas e comprometimentos variados em níveis e domínios diferentes, mas em um ―continuum‖ de severidade e definido como um conjunto de perturbações específicas, de origem precoce, cujos sinais podem ser detectados a partir de alguns indícios tais como a ausência de contato visual, ou aos chamados pelo seu nome, não resposta a estímulos, dentre outros, que podem ocorrer de maneira conjunta ou independente em cada criança.

Atualmente, no DSM-5 (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) TEA está dividido em duas díades: prejuízos na socialização e na comunicação, assim como comportamentos e interesses restritos e estereotipados (APA, 2013). Este conjunto de perturbações deve iniciar antes dos três anos, apresentando prejuízos significativos, geralmente identificados de maneira inicial pelos cuidadores e posteriormente na escola. Muitos ainda não apresentarão prejuízos significativos e sim traços específicos do espectro, que sinalizam alerta e possível necessidade de intervenção.

Os dados epidemiológicos mais recentes sobre a incidência do autismo, segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), é de que 70 milhões de pessoas no mundo tem autismo. E a estimava no Brasil, é de aproximadamente dois milhões de pessoas. Podendo atingir uma a cada 50 crianças, sendo maior incidência em meninos, cerca de três para uma menina (Portal Brasil do Ministério da Saúde, 2014).

Destaca-se, neste sentido, a necessidade de estudos aprofundados sobre o Transtorno, não só no que tange aos critérios diagnósticos e tratamentos, mas principalmente, nas perspectivas de intervenção e apoio, recursos e indicações, para que famílias, escolas e as próprias crianças que apresentam TEA, tenham seus direitos respeitados e os avanços possibilitados.

No Brasil, até dezembro de 2012, às pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo não eram consideradas nas políticas nacionais, passando a sê-lo somente quando se instituiu a Política Nacional de Proteção aos direitos da pessoa com TEA, Lei 12.764, de 27 de dezembro de 2012.

Os estudos indicam que, quanto mais cedo às crianças com TEA forem identificadas, diagnosticadas e encaminhadas para os tratamentos e intervenções, melhores serão os resultados de desenvolvimento nas áreas consideradas que necessitam de apoio, bem como os de posterior inclusão na escolarização e na sociedade (Noer, 2018).

Este artigo, que você terá acesso na íntegra no link abaixo, foi apresentando no no VIII Congresso Nacional de Educação Especial este ano.

Para continuar lendo, acesse este link: Artigo Intervenção Precoce

Boa leitura!

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