Segundo o Centro de controle de doenças  - CDC, dos Estados Unidos, uma em cada 45 crianças é diagnosticada com autismo atualmente, sendo mais comum em meninos do que em meninas.

No Brasil, faltam estudos estatísticos que nos deem dados exatos. A pesquisa existente é a de autoria do psiquiatra Marcos Tomanik Mercadante (2010). Ele aponta que o número de pessoas com TEA no Brasil aproxima-se de 2 milhões. Entretanto, se analisarmos a estimativa apresentada pelo psiquiatra Estevão Valdasz, coordenador do Programa de Transtornos do Espectro do Autismo, do Instituto de Psiquiatria do HC de São Paulo, 90% dos brasileiros com TEA  ainda não foram diagnosticados, inferindo-se então, que estes índices podem ser bem mais elevados. (Valdsz,2014).

O autismo é uma questão mundial, não sendo evidenciada de forma incidente em uma raça específica, ou condição social.

Foi inicialmente nomeado por Bleuler (1910), referindo-se pela primeira vez ao termo “autismo”. Porém, foi apresentado de forma mais detalhada por Kanner (1943), a partir do estudo de 11 crianças com marcadas alterações na interação social, comportamentos e comunicação e, em 1944 por Asperger, em sua tese de doutorado, porém apresentando diferenças no que foi definido por Kanner, principalmente em relação a competências mais elevadas, tanto linguisticas quanto cognitivas, a chamada Síndrome de Asperger. (Lima, 2012)

Neste contexto, pode-se perceber que o termo “autismo” citado por Bleuler, Kanner e Asperger, indicam a característica mais importante do conjunto de sintomas apresentados pelas crianças, qual seja, a inércia social. (Siegel, 2008). Entretanto, apesar dos esforços empreendidos e dos rigorosos estudos realizados, principalmente por Kanner e Asperger, o autismo não foi enfaticamente considerado por muitos anos, mantendo-se como conceito difuso e genérico.

Será somente na década de 70 que os estudos são retomados, principalmente por Lorna Wing, possibilitando a ampliação de conhecimentos e de condições para diagnóstico, a partir do que foi nomeado como a Tríade de Wing.

Atualmente, o autismo é considerado um Transtorno de Desenvolvimento, onde a pessoa apresenta déficits principalmente na interação, comunicação social,  comportamentos repetitivos e áreas de interesse restritas. Além de déficits no processamento sensorial.

Segundo a ASA (1978), o autismo é “uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. Acomete cerca de vinte entre cada dez mil nascidos e é quatro vezes mais comum entre meninos do que meninas. É encontrada em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social.” De acordo com a associação, até o momento não foram comprovadas causas psicológicas, originárias do meio da criança, que possam causar o Transtorno.

De acordo com o DSM 5 - Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais, temos a inserção das pessoas em um Espectro, o Espectro do transtorno Autista, que indica uma série de condições, comportamentos, sintomas, que variam de pessoa para pessoa.    

  Anteriormente, o autismo estava incluído nos Transtornos Globais de Desenvolvimento e envolviam outras classificações, síndrome de Asperger, autismo infantil, etc.

Hoje, nesta inclusão no espectro, são apresentados níveis, a partir do apoio que necessitam, algum apoio, apoio mediano e muito apoio. Também  são designados como leve, moderado ou severo, onde o marcador de “gravidade” baseia-se no grau de comprometimento do distúrbio, assim resumidos:

Nível 1 – grau leve, necessita de algum apoio

Nível 2 – grau moderado, necessita de apoio mediano

Nível 3 – grau severo, necessita de muito apoio

 

Os apoios serão estabelecidos de acordo com as avaliações realizadas e os comprometimentos apresentados, tais como, necessidade de fonoaudióloga, se apresenta compremetimentos na fala, terapeuta sensorial, psicopedagoga, entre outros, de acordo com o que é apresentado por cada criança.

Neste sentido, não temos como analisar de forma geral e sim individualizada, tanto para o diagnóstico, que é clínico, envolvendo multiprofissionais quanto para definir as propostas de intervenção, que vão ser estabelecidas de acordo com as singularidades.

Já para a CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças e problemas relacionados à Saúde) em sua 10ª. Edição, CID-10,  utilizado pelo sistema de saúde no Brasil, o autismo inserse-se  como Transtorno Global do Desenvolvimento, categorizado da seguinte forma:

  • Autismo infantil (F84-0)
  • Autismo Atípico (F84-1)
  • Síndrome de Rett (F84-2)
  • Síndrome de Asperger (F84-5)
  • Transtorno desintegrativo da infância (F84-3)
  • Transtorno geral do desenvolvimento não especificado (F84-9)

 

Importante salientar que, a Síndrome de Rett não está inserida no Transtorno do Espectro Autista, inclusive no DSM-5, por apresentar características muito próprias.

 

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