Lília Maíse de Jorge 1
Angela Fernandes Rodriguez Godoy 2
Giovana Roberta Pacelli Capucho 3
Paulo Luiz Capucho 4

 

Contextualização histórica do autismo

A palavra autismo, analisada em sua origem, refere-se ao termo alemão autismus, composto da palavra grega autós que significa si mes­mo ou self, e do sufixo ismos, que indica ação ou estado. Tem sido comu­mente usada para representar um conjunto de sintomas que refletem a condição de alguns indivíduos, os quais desde a tenra infância apresen­tam falhas do desenvolvimento prejudicando sua relação (intra e inter) psicossocial e psicoafetiva.

À parte os desencontros de olhares sobre as informações histó­ricas deste quadro, o início dos estudos científicos sobre o que hoje se denomina Transtorno do Espectro Autista (TEA) se deu em 1943, com a descrição feita pelo psiquiatra austríaco Leo Kanner sobre o comporta­mento atípico de onze crianças por ele avaliadas.

Ecolalia, reação de pâ­nico a ruídos fortes, resistência a mudanças ambientais, isolamento do grupo, ausência ou desvio na troca de olhares e memória excelente foram sintomas desencadeadores de investigações das causas e das consequ­ências dessas manifestações na vida das crianças, então diagnosticadas como portadoras do que primeiramente foi denominado Autismo Infantil Precoce (KANNER, 1971).

A evolução dos estudos a respeito veio acompanhando as concepções psiquiátricas acerca das patologias mentais até a década de 1980, quando os avanços da Neurociência ofereceram outras possibilidades de análise para as manifestações autísticas. Causas psicoafetivas, até então apontadas como responsáveis nas explicações dos comportamentos au­tísticos, deram lugar à consideração de causas orgânicas, ou neurobio­lógicas, embasando as intrigantes atípicas observadas (ARAÚJO, 2000).

O desdobramento psicológico desse novo olhar sobre o transtorno ocorreu por meio de propostas explicativas sobre o funcionamento cognitivo dos indivíduos com autismo: teoria da mente, teoria da coerência central, te­oria das funções executivas, complementadas pelos estudos sobre neurô­nios espelho e teoria magnocelular, dentre outros (SHAH; FRITH, 1993; RAMACHANDRAN; OBERMAN, 2006; BARON-COHEN, 2008).

As investigações em genética seguiram em paralelo com os estudos neurológicos e caminham ainda hoje em busca de um marcador genético que denuncie o quadro o mais precocemente possível (CAVALHEIRA; VERGANI; BRUNONI, 2004; MUOTRI, 2013). TEA - Caminhos e Contexto.

Acesse o PDF do artigo neste link: https://drive.google.com/file/d/1UoJN1TWlN-qzSD6NFQRbilb2QjZl41bX/view?usp=sharing

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