Por Cléo Fante 

“A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele e, como tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável não fosse a renovação e a vinda dos novos e dos jovens. A educação é, também, onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para não expulsá-las de nosso mundo e abandoná-las a seus próprios recursos, e tampouco arrancar de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa nova e imprevista para nós, preparando-as em vez disso com antecedência para a tarefa de renovar um mundo comum”. (Hannah Arendt)

Educar não se refere apenas ao processo de transpor a informação da mente do educador para a mente do aluno. Educar é, acima de tudo, respeitar aquele que está em processo de desenvolvimento, favorecendo-lhe a aprendizagem.

Educar é abrir mentes e corações. É ceder espaços para que as crianças e jovens descubram novas possibilidades, novos caminhos, novos mundos. É lançar novo olhar sobre as relações humanas e a qualidade da convivência. É avaliar o legado que estamos deixando às futuras gerações.

As futuras gerações, biologicamente falando, estão nas mãos daqueles que são hoje meninos e meninas. São eles que começam a edificar e a renovar esse mundo comum. Nesse aspecto, a educação, seguramente, é o disparador de grandes mudanças, quando inclusiva e democrática.

Educar, num sentido mais amplo é socializar, transmitir valores que desarmem o preconceito, gerador de discriminações, exclusões, violências e de tantos outros males, considerados entraves no processo de humanização de seres humanos.

Crianças não nascem preconceituosas, se tornam preconceituosas. O preconceito tem seu nascedouro na falta de informação ou de conhecimento a respeito de determinado tema ou problema, gerando ideias e julgamentos antecipados e equivocados.

Atitudes preconceituosas podem ser percebidas em relação a pessoas ou grupos específicos de pessoas, de forma explícita ou velada. As manifestações explícitas são mais fáceis de identificação, como o racismo, a homofobia, a xenofobia. O mesmo não ocorre com as manifestações não explícitas ou veladas. São olhares, pensamentos e atitudes capazes de estigmatizar, isolar, magoar, excluir o outro.

Essa forma silenciosa de preconceito é bastante comum entre crianças e jovens, em ambientes escolares. Geralmente, suas atitudes são confundidas com brincadeiras inconvenientes ou inconsequentes, típicas entre pares.
Quando tais atitudes não são corrigidas tendem à repetição e ao agravamento, podendo ser legitimadas e adotadas por muitos, resultando inúmeros impactos negativos, especialmente àquele que é exposto no grupo.

É o que ocorre, muitas vezes, aos estudantes considerados “diferentes”, quer seja por seus aspectos físicos, emocionais ou sociais. Também pode ocorrer aos que apresentam determinadas doenças e síndromes. O preconceito a que são submetidos é muitas vezes silencioso, ocorre muito mais por meio de olhares ou expressões, como de nojo, dó, repúdio, medo, esquiva, provocando reações adversas tanto no estudante quanto nos familiares, que se sentem indignados, temerosos ou confusos quanto ao presente e futuro de seus filhos.

Nesse sentido, destaque especial ao Transtorno do Espectro do Autismo – TEA, um problema que afeta vários aspectos da comunicação, além de influenciar também no comportamento do indivíduo e sua interação social.
De vido ao grau de intensidade do transtorno e da falta de informação e formação profissional para lidar com o problema, em muitos casos, os alunos com TEA, são vistos como alunos perturbadores, agressivos, hiperativos ou passivos, introspectivos, tímidos.

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Cléo é doutora em educação. Especialista em bullying e educação para a paz.

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